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Obras do Rodoanel Norte devem começar em 2015, anuncia governo

Jornal Estado de Minas

Publicado por Patricia Giudice - Em06/02/2014

 

Obras do Rodoanel Norte devem começar em 2015, anuncia governo

Em audiência pública, governo anuncia publicação do edital em março com expectativa de conclusão das obras até 2019. Cobrança de pedágio será fracionada

Perspectiva divulgada pela Secretaria de Transportes e Obras Públicas mostra pistas duplicadas e praças de pedágio: serão oito pontos de cobrança

 

O edital para construção e concessão do Rodoanel Norte, que liga a BR-381 de Betim até o distrito de Ravena, em Sabará, no Vetor Norte da Grande BH, será publicado em março. Com 66,7 quilômetros de extensão e oito praças de pedágio a R$ 7,50 com cobrança fracionada, o sistema é semelhante ao Ponto a Ponto, de São Paulo. O governo do estado se reuniu nessa quarta-feira com grandes empresas interessadas na obra, na Cidade Administrativa, para audiência pública. É o último passo antes da publicação do edital para a construção da rodovia. Segundo o secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop), Carlos Melles, a expectativa é que o trecho norte do Rodoanel receba metade do fluxo do Anel Rodoviário, por onde trafegam, em média, 140 mil veículos por dia.

O vencedor da licitação vai assinar um contrato de 30 anos de construção e exploração da nova rodovia. Como as obras têm previsão para começar em 2015, a expectativa é que a rodovia fique pronta em 2019. O traçado passa por Betim, Contagem, além de Ribeirão das Neves, Pedro Leopoldo, Vespasiano, Santa Luzia e Sabará, cidades que fazem parte do Vetor Norte da Grande BH.

“Nossa expectativa é que metade do fluxo do Anel Rodoviário passe para o Rodoanel, principalmente caminhões. É um ganho de tempo, segurança e ambiental”, afirmou Carlos Melles. Segundo ele, dos recursos da obra, R$ 550 milhões são destinados à desapropriação, já que a rodovia vai passar por trechos de sítios e fazendas, com poucas moradias.

Representantes da CCR, Odebrecht, Cowan, Andrade Gutierrez, Tectran, Barbosa Mello, Fidens e de outras empresas estiveram na audiência, além de moradores. Segundo o secretário, elas questionaram o conteúdo do edital, que será analisado até a publicação. O processo será feito por meio de parceria público-privada (PPP). “A criação do Rodoanel é uma necessidade. Estamos tratando do trecho que ficou sob responsabilidade do governo do estado, que é o Rodoanel Norte, que permitirá urbanização muito importante em toda sua margem, criando mais um eixo de desenvolvimento na nossa região metropolitana”, afirmou o governador Antonio Anastasia, na abertura da audiência.

 

Cobrança fracionada

O pedágio fracionado é uma forma de as concessionárias cobrarem a tarifa por trecho trafegado, usado principalmente quando há muitas entradas para municípios ao longo da rodovia. Em São Paulo, o sistema chamado Ponto a Ponto funciona em três rodovias (SP-340, entre Campinas e Mogi das Cruzes, Rodovia Engenheiro Constâncio Cintra, de Itatiba a Jundiaí, e Rodovia Santos Dumont, entre Campinas e Sorocaba). Nos dois últimos, o sistema só permite a fração por moradores que comprovarem a moradia nas áreas cortadas pelas rodovias e se cadastrarem no sistema. No Rodoanel, ainda não se sabe como o sistema será operado.

A obra está estimada em R$ 4 bilhões, sendo R$ 800 milhões de investimentos do estado e o restante de responsabilidade da iniciativa privada. Parte dos recursos foi pedida ao governo federal durante comitiva no ano passado a Brasília quando o vice-governador, Alberto Pinto Coelho, e o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, se reuniram com a ministra do Planejamento, Mirian Belchior, na tentativa de captar recursos para várias obras de mobilidade urbana no estado, entre elas o Rodoanel, a reforma do Anel Rodoviário e o metrô da capital.

O eixo Norte tem 66,7 quilômetros de extensão. Outros dois trechos também estão previstos: o Rodoanel Sul, de Betim à BR-040, na saída para o Rio de Janeiro, e o Rodoanel Leste, em Sabará. O primeiro está sob responsabilidade do governo federal e o segundo, da Prefeitura de Belo Horizonte.

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